terça-feira, 5 de março de 2013

JOSÈ DOS SANTOS MARQUES


1 de Março de 1922 – 24 de Maio de 2004

Escritor e poeta. Destacou-se pelos artigos de caráter social publicados na imprensa diária e regional. Na sua juventude, foi repórter do jornal “Os Transportes” e da revista “Mundo”. Autor do livro “Educação da Mulher” e dos volumes de poesia “Os Homens Morrem de Pé” e “Quero Ser Livre Para Amar”, este, traduzido para espanhol. Organizou as antologias “Depoimento”, série de entrevistas com personalidades de prestígio no âmbito das Letras e das Artes, e “Panorâmica Poética Luso Hispânica", uma compilação de poemas, desenhos e pinturas de artistas e poetas da América Latina, Portugal e Brasil, num total de 55 volumes. Para maior expansão desta iniciativa, incrementou Mostras Internacionais em toda a Europa, promoveu recitais e outros eventos literários, abrilhantados por diversas manifestações artísticas com a colaboração entusiástica dos Municípios.
Na época das “Páginas Literárias”, criou e dirigiu os suplementos “Dimensão, Impacto” e “A Estrada”.
Apaixonado por artes gráficas, ele próprio fazia os esboços das capas das edições e selecionava as cores das composições. Era um artista em linóleo e ilustrou muitos dos seus trabalhos literários.
Na vida prática, foi empresário. E como fã acérrimo de motos e desportos com estas máquinas, participou em várias competições, conquistando cinco taças e algumas medalhas.

Deixou-nos a sua


Mensagem de Amor para todos os Continentes a)

(de que extraio apenas um seu pensamento, por ser demasiado extensa)

“Sendo a poesia o único veículo de expressão onde a sinceridade se vincula, parece-me possível, através dela, levar ao conhecimento recíproco, os anseios, angústias e esperanças dos povos que têm em comum a circunstância de serem latinos e de se entenderem nas mesmas línguas.”

a) Entrevista dirigida por Aurora Tondela e publicada nos jornais “Desforço”, de Fafe, “Jornal Feminino”, do Porto, e “Actualidades”, de Moçambique.


Seguem-se duas curtas estrofes, inéditas, do autor


ANGÚSTIA

Joga-se a vida
por uma causa,
quando tudo nos causa
náusea.


PROMESSA

Há no teu rosto
ansiedade
e esperança,
um sorriso esboçado
como o da criança,
insatisfação,
anseio
e uma promessa
imensa.