domingo, 17 de dezembro de 2017

ROSA - NOME DE FLOR



ROSA - NOME DE FLOR

Mas é também um nome de mulher.
Se as profecias dizem que não há um ser igual a outro, não encontramos ninguém igual a Rosa.
Figura mediana, toda ela exótica, concilia a arte do vestuário, predominantemente de cor branca e a tonalidade dos cabelos que ela pincela de diversos e matizados reflexos que evocam uma cascata mágica de paraísos olímpicos. A originalidade de Rosa está na sua simplicidade. E assenta sobretudo na cor, não para simplesmente colorir mas para iluminar.
As profecias dizem também que os olhos são o espelho da alma. Nos olhos desta jovem mulher, mãe de família, se os olharmos com atenção, descortinamos a cor como nobre símbolo da sua personalidade e encontramos sombras de um tom aveludado de noite reproduzindo um vago queixume de tristeza.
Procurando, como que pesquisando, concluímos que a natureza repousa nos olhos de Rosa: o azul líquido dos mares, o mate fulvo dos vulcões, o esverdeado das folhas e vários tons de castanhos, desde os troncos das árvores, a folhagem do Outono, o dourado das colinas no sol poente. Não desprezemos as algas marinhas, a voluptuosidade dos líquenes, a sedução do nenúfar.
A paleta de tons que se irradia desta figura como uma sinfonia em surdina, para uma visão mais atenta, revela-nos também um romantismo secreto ansioso por expandir-se mas defendido pelo desapontamento que lhe inspiram as realidades do seu meio ambiente.
Porque é especial, Rosa não encontra cumplicidade no mundo que a rodeia. Adaptar-se ou moldar-se a esse mundo exige um artifício que é contra a sua forma de ser. O conflito atenua-se no isolamento interior, na mágoa oculta. Por mais incompreensível que pareça, é desta súmula de sentimentos que irrompe a sua quota parte de auxílio ao próximo. Solidária, participativa, compreensiva e sobretudo, altruísta. Anula-se para erguer o outro da queda.
Certa filosofia costuma adiantar que não são as grandes coisas que revelam os grandes caracteres mas as pequenas, pois para vermos de que lado sopra o vento, não é uma pedra mas uma folha que se atira ao ar.
Isto vem a propósito de um pormenor, que podemos apelidar de insignificante, rotineiro, que parece sem importância: a forma de conduzir o automóvel. Rosa e o veículo modelam um todo homogéneo; como um só símbolo no universo do tráfego, tantas vezes caótico. Rosa conduz como se acariciasse. Tranquila, sem excessos de humor, transmite confiança, mesmo nas situações mais belicosas.
Bem, por mais que diga, fica tudo por dizer.
Apenas recordo que o mundo é mais quente e luminoso com pessoas assim e fica cada vez mais empobrecido com aqueles que as maltratam, as ignoram, as não compreendem.
Mas a vitória é de Rosa.

Amiga: Que as bênçãos deste Natal de 2017,desçam sobre si e sobre a sua casa, contemplando-a e a todos os que lhe são queridos.
Um Novo Ano se aproxima. Desejo por invocação divina, que cada dia de 2018 lhe traga os melhores auspícios de paz, alegria, saúde e prosperidade.
Um xi-coração pleno de carinho e profunda amizade.

terça-feira, 25 de abril de 2017

25 de Abril


Esta data, perdida no passado, esfumadas as reminiscências pelo fluxo das gerações que se lhe seguiram, transformou-se numa folha seca, amarelecida pelos ares frustrados da liberdade, com o nome esfarrapado de democracia.
Agora vamos tapando buracos com areia, experimentando sensações, esborratando cenários, acumulando promessas e continuando a esperar por melhores dias.
Entretanto, os pobres permanecem pobres e os ricos gozando as suas riquezas, de proveniência tantas vezes obscura.
Mas Portugal é sereno e os cidadãos acomodatícios.
No tempo dos imperadores romanos, dava-se ao povo, carne e divertimentos. Nós, modernos e inovadores, temos gastronomia e arraiais.
O resto é conversa.
O resto… é isto que nos inspiram os que detêm as rédeas:

Somos um país de esperança,
à beira-mar implantado.
Quem espera sempre alcança
mesmo que seja logrado

Quem espera, desespera,
também lá diz o ditado.
Nisto do “era, não era”
neste quadro mal pintado.

Mesmo assim, dê-nos conforto
o juízo dos mentores,
de riso e olhar sempre torto
como se fossem maiores..

Nosso destino é esperar,
brilhe o sol ou sopre o vento,
que o Zé sabe calibrar
as asas do pensamento.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

PACIS ERIT VOBISCUM


O mundo é muito velho. O planeta suporta uma infinidade de anos. Tem passado por batalhas, contendas, guerras. Tem sido atrofiado por demolições, saques, rapinas. Povos contra povos, sucumbe pelas mais ardilosas estratégias. Nações contra nações, a perda e a destruição adultera territórios, faz vítimas, derrama sangue.
O mundo está muito velho mas aguenta. Vai aguentando.
Por verem que resiste, embora aqui e ali, apresente feridas incuráveis, a violência persiste em manifestar-se nas suas formas mais requintadas, não olhando quem sofre.
Há milénios, nasceu um Homem destinado a salvaguardar a integridade estrutural da Terra, Veio ensinar aos homens a força e a beleza da harmonia, através do Amor entre as gentes e a sua relação com a natureza.
Jesus Cristo é uma figura ímpar, universal e intemporal. Deixou a mensagem da fraternidade, a afirmação de que todos somos iguais e todos seguimos o mesmo caminho.
O horror de toda esta questão transfere-se para a tortura a que tantos mártires estão sujeitos, aqueles que se filiam no bem e incomodam interesses alheios.
“A Paz seja convosco.”- disse Ele.
Ensinou. Pregou. Nomeou seguidores. Em vão.
O mundo está cada vez mais decrépito. Doente nas sociedades; doente nos sistemas; doente nas famílias.
De vez em quando, as catástrofes amputam um pedaço do velho orbe.
Celebrando a Páscoa, invocamos a paz.
Mas ela só proliferará em consciências que repudiem os males sociais.
Saudemos a memória de Cristo, semeando a sua Paz como planta de colheita eterna.