sexta-feira, 7 de setembro de 2012

BRUNO FILIPE


31 de Agosto de 2011 data do seu nascimento
11 de Agosto de 2012 data do seu baptizado
31 de Agosto de 2012 completa um ano


Vou falar-vos de um príncipe. Um bebé delicado e bonito, de rosto angelical e muito expressivo. Poderia ser um modelo das figuras infantis de Murillo ou Rafael. Mas é um pequenino ser humano, espantosamente formoso, pois parece desenhado e pintado por um artista de fama. “Uma estampa”, como já alguém disse.
Através dos seus chilreios, vai revelando a sua personalidade. Auxiliado pelos móveis ou pela mão de algum adulto, palmilha metros em segundos. Adora os seus brinquedos com especial predilecção pelos didácticos e os electrónicos. Sempre lhe dizem alguma coisa e a sua memória retém as surpresas com invulgar elasticidade.
Bruno Filipe é um principezinho a quem não falta nada. Não nasceu em berço de ouro mas desde os prenúncios de gravidez de sua mãe, uma onda de afectos e solidariedade invadiu todo o reduto familiar com a perspectiva notória de um invulgar acontecimento.
No dia 15 de Maio de 2011 teve lugar o “Chá do Bebé”. Estiveram presentes cerca de vinte convivas. Perante a barriga proeminente de sua mãe, Bruno recebeu uma forte e prolongada salva de palmas, mensageiras do carinho e ternura que ele inspirava e das energias positivas que todos lhe queriam manifestar, afastando a realidade adversa que ele desconhece.

“Um dia, uma pastora,
larau, larau, larito,
do leite do seu gado,
mandou fazer um queijito.

O gato espreitava,
Larau, larau, larito,
Ele metia a pata
E também o focinhito…”

Ao som da voz que canta e o embala, Bruno adormece como um passarinho. Não se sabe se ele escuta a história até ao fim, de olhos meio cerrados, tentando não ceder ao imperativo do sono mas não tardará em querer saber o que aconteceu ao gato quando a pastora se zangou.
Bruno não aprecia a rotina e tem sempre o seu interesse motivado para os brinquedos complicados, em especial aqueles que o incentivam a descobrir mundos novos para a sua imaginação, mal desperta ainda. Botões e teclados são o seu encanto.

Quando eu digo que não lhe falta nada, não exagero. Possui dois pergaminhos inestimáveis: é uma criaturinha saudável e goza da primazia de uns pais espectaculares.
Sua mãe trata-o com mais sensibilidade e determinação do que se ele fora um tesouro. Bruno é mais do que um tesouro; é tudo para aquela que o deu à luz. E mesmo este “tudo” é impossível de descrever.
Mas que é um filho para uma mãe, aquela que o sabe ser?
Para além das palavras, do requinte de apreciação e da nobreza dos afectos existente entre mãe e filho, este é “um pedaço da sua alma”, “carne da sua carne”, renúncia e sacrifício, espelho dos seus sentimentos. Não há fim para tão grande afinidade, passem os anos que passarem.

Bruno goza de outro privilégio. Tem um pai que bem pode servir de exemplo a muitos pais. É um pai presente a tempo inteiro mesmo quando não está. Na medida dos hábitos quotidianos, a experiência de cuidar de um bebé sempre que necessário, adquire foros de autêntica cumplicidade, camaradagem, divertimento. Neste domínio, avulta um carinho e delicadeza tais que pai e mãe se confundem e não se distingue quem venera mais este príncipe no seu pequeno trono enriquecido pelo amor familiar de uma legião de tios e primos que adoram brincar com ele.

Diz-se que os membros da família, os parentes directos constituem um exército de segurança, os anjos da guarda dos seres indefesos que são colocados no mundo e não percebem as suas ciladas.
No dia do seu baptismo, Bruno conquistou mais dois vigilantes: os padrinhos. Um símbolo e penhor de amizade traduzidos pela água, pelo sal e pelo óleo.

Para Bruno Filipe, um novo horizonte se irá desenrolar na sua frente, pleno de peripécias, lutas, vitórias. Enquanto pequeno, enquanto jovem, terá sempre a orientá-lo a força e método de quem muito o ama. Quando for adulto, saberá destrinçar o bem do mal pelos valores que foi aprendendo.
Mas uma verdade é esta, terrivelmente avassaladora:
Bruno Filipe será sempre o PRINCIPE dos nossos corações.