31 de Agosto de 2011 data do seu
nascimento
11 de Agosto de 2012 data do seu
baptizado
31 de Agosto de 2012 completa um
ano
Vou falar-vos de um príncipe. Um
bebé delicado e bonito, de rosto angelical e muito expressivo. Poderia ser um
modelo das figuras infantis de Murillo ou Rafael. Mas é um pequenino ser
humano, espantosamente formoso, pois parece desenhado e pintado por um artista
de fama. “Uma estampa”, como já alguém disse.
Através dos seus chilreios, vai
revelando a sua personalidade. Auxiliado pelos móveis ou pela mão de algum
adulto, palmilha metros em segundos. Adora os seus brinquedos com especial
predilecção pelos didácticos e os electrónicos. Sempre lhe dizem alguma coisa e
a sua memória retém as surpresas com invulgar elasticidade.
Bruno Filipe é um principezinho a
quem não falta nada. Não nasceu em berço de ouro mas desde os prenúncios de
gravidez de sua mãe, uma onda de afectos e solidariedade invadiu todo o reduto
familiar com a perspectiva notória de um invulgar acontecimento.
No dia 15 de Maio de 2011 teve
lugar o “Chá do Bebé”. Estiveram presentes cerca de vinte convivas. Perante a
barriga proeminente de sua mãe, Bruno recebeu uma forte e prolongada salva de
palmas, mensageiras do carinho e ternura que ele inspirava e das energias
positivas que todos lhe queriam manifestar, afastando a realidade adversa que
ele desconhece.
“Um dia, uma pastora,
larau, larau, larito,
do leite do seu gado,
mandou fazer um queijito.
O gato espreitava,
Larau, larau, larito,
Ele metia a pata
E também o focinhito…”
Ao som da voz que canta e o
embala, Bruno adormece como um passarinho. Não se sabe se ele escuta a história
até ao fim, de olhos meio cerrados, tentando não ceder ao imperativo do sono
mas não tardará em querer saber o que aconteceu ao gato quando a pastora se
zangou.
Bruno não aprecia a rotina e tem
sempre o seu interesse motivado para os brinquedos complicados, em especial
aqueles que o incentivam a descobrir mundos novos para a sua imaginação, mal
desperta ainda. Botões e teclados são o seu encanto.
Quando eu digo que não lhe falta
nada, não exagero. Possui dois pergaminhos inestimáveis: é uma criaturinha
saudável e goza da primazia de uns pais espectaculares.
Sua mãe trata-o com mais
sensibilidade e determinação do que se ele fora um tesouro. Bruno é mais do que
um tesouro; é tudo para aquela que o deu à luz. E mesmo este “tudo” é
impossível de descrever.
Mas que é um filho para uma mãe,
aquela que o sabe ser?
Para além das palavras, do
requinte de apreciação e da nobreza dos afectos existente entre mãe e filho,
este é “um pedaço da sua alma”, “carne da sua carne”, renúncia e sacrifício,
espelho dos seus sentimentos. Não há fim para tão grande afinidade, passem os
anos que passarem.
Bruno goza de outro privilégio.
Tem um pai que bem pode servir de exemplo a muitos pais. É um pai presente a
tempo inteiro mesmo quando não está. Na medida dos hábitos quotidianos, a
experiência de cuidar de um bebé sempre que necessário, adquire foros de
autêntica cumplicidade, camaradagem, divertimento. Neste domínio, avulta um
carinho e delicadeza tais que pai e mãe se confundem e não se distingue quem
venera mais este príncipe no seu pequeno trono enriquecido pelo amor familiar
de uma legião de tios e primos que adoram brincar com ele.
Diz-se que os membros da família,
os parentes directos constituem um exército de segurança, os anjos da guarda
dos seres indefesos que são colocados no mundo e não percebem as suas ciladas.
No dia do seu baptismo, Bruno
conquistou mais dois vigilantes: os padrinhos. Um símbolo e penhor de amizade
traduzidos pela água, pelo sal e pelo óleo.
Para Bruno Filipe, um novo
horizonte se irá desenrolar na sua frente, pleno de peripécias, lutas,
vitórias. Enquanto pequeno, enquanto jovem, terá sempre a orientá-lo a força e
método de quem muito o ama. Quando for adulto, saberá destrinçar o bem do mal
pelos valores que foi aprendendo.
Mas uma verdade é esta, terrivelmente
avassaladora:
Bruno Filipe será sempre o
PRINCIPE dos nossos corações.
