quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Mundial da Mulher


As diferenças sociais sempre foram notórias. Na ditadura como em democracia, a discriminação de classes assentou em níveis de cultura, educação, instrução e situação económico-financeira.
Antigamente, no tempo anterior à emancipação da mulher, esta se pertencia à nobreza ou à burguesia, desfrutava os dias entre as paredes da sua mansão e aperfeiçoava muitos predicados, consoante a moda. Aprendia a dançar, a tocar piano, a bordar em bastidor, a falar um idioma estrangeiro.
A mulher do povo não tinha condições para frequentar a escola. Auxiliava nos trabalhos rurais, tratava das lides domésticas e do gado.
Como era de esperar, o casamento trazia-lhe algum benefício em termos de estabilidade económica e prestígio social mas sempre sob a égide do marido. Da dependência dos progenitores passava para a submissão ao cônjuge.
O movimento feminista alterou esse estatuto e gradualmente, a mulher tornou-se independente, conhecedora e ciosa dos seus atributos, liderando cargos, orientando casa, filhos e profissão.
As que o podem fazer com sucesso, devem a sua realização, quando não só a si próprias, à colaboração dos maridos que, desligados da sua temática machista, aceitam, com reservas ou sem elas, que a cara-metade contribua para o orçamento do agregado familiar.
O pior é se a mulher aspira por liberdade e lança o primeiro desafio,
 A intolerância e o desentendimento traçam a rotura. A falta de segurança, a desconfiança e o ciúme geram o descalabro e conduzem à ruína.
O destino de ser mulher implica o mais dignificante estado da raça humana com todas as vertentes de ser esposa e mãe depois de ter sido filha e antes de ser avó, o escrínio dos valores que alicerçam uma sociedade de eleição.