quinta-feira, 2 de abril de 2015

PAX VOBISCUM


“A paz seja convosco”


Esta frase, deixada por Jesus Cristo aos discípulos, poucos dias antes de ser entregue aos judeus, representa uma mensagem de refrigério para os males da humanidade.
Acredito que toda a gente deseje paz. Paz dentro de si mesmo; paz à sua volta; paz entre os seus familiares; paz no local onde habita, entre os vizinhos, no país onde procura prosperar numa existência tranquila.
A paz é como uma planta que alastra quando a sua semente é projectada em todas as direcções e encontra terreno fértil.
Todos sabemos que o orgulho, a ambição, o individualismo contaminam a paz. E quando as ofensas escapam à alçada do perdão, a paz definha como erva espezinhada e contribui para o desmoronamento das fibras mais sensíveis do indivíduo.
O homem, desde os princípios do mundo, gerou sempre a violência.Com receio de parecer cobarde, ataca, fere, mata. As vítimas, culpadas ou inocentes, jamais deviam estar na mira de um fogo insensato. A vingança, além de não nobilitar quem a promove, fortifica o sadismo de punir pelas próprias mãos e é um veneno ingerido com o antídoto superficial das aparências. Ninguém escapa a um juízo final. Nem a um castigo eterno. Logo, a vingança não significa vitória.
Se a humanidade cultivasse a paz de Jesus, o renovador das gerações, não haveria diferenças sociais leis discriminatórias injustiças, desleixos ou indiferenças.
Cristo deixou a sua paz aos “homens de boa vontade”. Mas a vontade dos homens é cultivada em função dos seus interesses, da sua lubricidade, do seu umbigo. E enquanto o homem se não capacitar que deve amar o próximo, ensinar a paz do Evangelho e praticar em si a paz do espírito, a paz da consciência e a paz de um coração cheio de Amor para dar, o planeta em que vivemos, apesar do progresso, das novas tecnologias, inventos e criatividade, não evitará que haja mártires e desenvolva a sua esmagadora infelicidade.

Termino desejando uma paz forte, inteligente, santa e duradoura para todos… Amigos e inimigos.