quarta-feira, 29 de abril de 2015

MÃE – Mulher de Todos os Tempos


Em louvor de todas as mães que o sabem ser, eu, neste dia, homenageio a minha, que me ensinou a ser mãe.

E o que me ensinaste afinal?

Que os filhos são a nossa prioridade;
que se impõe em todas as circunstâncias respeitar os seus direitos;
que exaltaste ao longo da tua dedicação a felicidade vitoriosa do parto;
que amavas e cuidavas de qualquer criança sempre que necessário, como se fosse tua;
que cumprias rigorosamente as regras de educação, higiene e saúde da tua bebé;
que te roubei horas de sono;
que lutaste sempre pelo melhor para mim;
que sofreste horrores com as minhas angústias e as minhas derrotas;
que exultaste com as minhas alegrias;
que o teu olhar foi sempre de amor e carinho quando te detinhas a contemplar-me;
que estiveste sempre presente mesmo na distância;
que foste a pessoa para quem eu era importante;
que guardaste no teu coração as minhas confidências;
que compreendeste e desculpaste a minha rebeldia e o meu grito de independência;
e te multiplicaste e reviste nos teus netos, acompanhando e vigiando a sua infância.


E agora que já não estás, que o teu rosto se esfuma no tempo e a tua voz se calou, sinto quanto me fazes falta. A tua ausência torna-se mais dramática quando a vida me atraiçoa, quando as pessoas são agressivas, quando o egoísmo alheio me afecta, quando a dor me é intolerável.

Por isso, eu faço de todos dias o dia memorável da tua figura, do teu sorriso e do teu humor franco e sadio que atraia tantas amizades.

Obrigada pelo teu exemplo como filha, como esposa, como avó.
Curvo-me aos pés deste tríptico aureolado pelo sagrado nome gravado a ouro no mais profundo do meu coração e na esfera mais transparente do meu espírito: MÃE, bênção eterna!