sábado, 19 de abril de 2014

Deixo-vos a Minha Paz


Os séculos passam cumprindo os seus cem anos de atividade. E eu pergunto: o homem quer paz? Construiu alguma vez uma humanidade de paz? Onde esta não fosse efémera?
Entre ser quezilento e pacífico, qual é a sua maior percentagem?
Recapitulemos as guerras, as relações conflituosas entre os países, a subserviência de muitos estados na esperança de que expluda o seu barril de pólvora. Lembremos os atos terroristas, o poder das grandes possessões guiadas por massas sem escrúpulos;
Cada país tem uma população aparentemente pacífica. A sua passividade confunde-se com inércia, comodismo, indiferença.
Não creio que hoje se lute pela paz mas pelo interesse próprio.

Dentro de cada país, a solidariedade é fachada. É trampolim de sucesso social, ainda que sazonal. Os cumprimentos viraram salamaleques e as risadas, pura máscara de fantasia.
Perante a panorâmica do presente não cresce a esperança do futuro
As pessoas agarram-se ao quotidiano, ao momento, procurando a saída possível deste “salve-se quem puder” abismal. Cada um não conhece paz em si, no seu interior. Tem consciência de que vive num mundo pérfido, ambicioso e egoísta. O próximo não tem para si aquela expressão de inspiração que gera a compaixão, o altruísmo, a cumplicidade, o amor.
Se cada um fosse importante para o outro, como um vaso de cristal que se quebra ao menor descuido, ou pedra preciosa que perde as qualidades no desleixo da sua manutenção, não haveria tantos conflitos nem suicídios, nem hecatombes comunitárias.
A discriminação de raças, de classes, nem diferenças, nem desníveis sentimentais.
 Se cada ser humano cultivasse em si a paz que deseja ou diz desejar sem nada fazer por alcançar essa força irradiante de amar e praticar o bem numa atmosfera de paz, o nosso planeta beneficiaria muito e não estaria condenado ao fracasso e à destruição.
Atravessamos mais uma época comemorativa de Ressurreição de Jesus Cristo, o Homem especial cuja divindade desvendou a paz universal para todos os homens.
Se cada indivíduo desejar do fundo do seu coração a PAZ de Jesus, como Ele a disse, como Ele a anunciou aos povos, como Ele a ensinou com a revelação dos seus sentimentos e atitudes, poderemos construir uma sociedade melhor e mais feliz onde não haverá lugar para vítimas. Vítimas dos seus próprios erros. Vítimas dos erros dos outros. Vítimas da maldade congénita que só o perdão e o arrependimento podem apagar.
Para todos, um abraço fraterno de paz.
Que cada amêndoa simbolize uma parcela de vida pacífica.
E os que não têm amêndoas?
A paz de Cristo não escolhe as pessoas. Estas é que a recebem de braços abertos, estão permissivos a essa branca flor da fraternidade plantada e regada no coração do homem dos nossos dias.