segunda-feira, 10 de março de 2014


FRANCISCO LEZCANO

Artista Plástico


A pintura de Francisco, um artista de Barcelona, residente nas ilhas Canárias, é enriquecida por várias vertentes, várias correntes e múltiplos fonemas, prestando-se a interpretações sensitivas de horizonte caleidoscópico e interioridade metafísica.
Os desenhos extravasam o crisol imaginativo para penetrar na esfera da crítica social, apreciação humanista e defesa dos valores e dos costumes.

Mas é sobre a fase do combate à guerra, à violência, às diferenças de classes, a todas as ditaduras que este Artista marca uma geração, anunciando às gerações vindouras o precioso significado de liberdade.

É oportuno falar dos desenhos de Francisco, desse traço firme, vigoroso, convicto, que faz do motivo uma apoteose de redenção. São os quadros patentes na exposição que decorre de 1 a 15 de Março, em Las Palmas, conforme o cartaz em evidência.
O tema mostra o Artista militante, participante de movimentos anti-fascistas, em defesa da paz, da não-agressão, a favor do desarmamento, a sua discordância veemente das centrais nucleares direcionadas para os conflitos armados.
O nosso olhar prende-se irrevogavelmente à cor e aos símbolos, grilhetas, algemas, rostos fechados, esgares e atitudes pungentes.
Não deixamos de nos sentir esmagados na presença de telas tão expressivas como a do preso político, a mulher violentada, o operário explorado. Para além do figurativo, as imagens são brutalmente denunciadoras de climas que não estão visíveis mas se adivinham e se cravam na memória. Presente e passado juntam-se num enlace eterno.
É por isto e por muito mais que Francisco Lezcano é universal.
                                                  
Aurora Tondela
escritora