quinta-feira, 18 de julho de 2013

Homenagem à Poesia


Do escritor e pintor de arte Francisco Lezcano Lezcano, das ilhas Canárias, acabo de receber o poema com o título acima e cujo enunciado transcrevo.


Na Tarde


Uma nuvem rósea e malva.
Sobre a copa de uma árvore aninham-se
esferas solares que amanhã,
talvez sejam pássaros de fogo.

Neste ardente crepúsculo de Agosto,
fala o prado com voz de cigarra.

Acaricio a erva seca
e as minhas mãos lêem tantas coisas!
A quem contá-las?
Talvez amanhã, aos pássaros de fogo?

Permaneço a olhar o ninho,
escutando a árvore.
Então me pergunto
como pode o homem engendrar
tanta violência.

(tradução do espanhol, de Aurora Tondela)