segunda-feira, 13 de maio de 2013

Reflexão XII


O nosso caminho de Jericó


(Mensagem de Thomas S. Monson, Segundo Conselheiro da Primeira Presidência)


“Nesta vida andamos por muitos caminhos, sendo alguns mais difíceis de palmilhar que outros. Mas existe um caminho que todos nós “palmilhamos” várias vezes na vida e que se tornou famoso por uma das parábolas de Jesus. Refiro-me ao caminho de Jericó.
Certamente vos lembrais da história contada pelo Salvador quando certo doutor da lei perguntando-lhe: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna”? E ele lhe disse: “Que está escrito na Lei? Como lês?
e respondendo ele, lhe disse: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma e de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.”
E disse-lhe: “Respondeste bem. Faze isso e viverás”.
Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo”?
E respondendo Jesus, disse: “Descia um homem de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.”
E ocasionalmente, desceu pelo mesmo caminho certo sacerdote e, vendo-o, passou de largo.
E de igual modo, também um levita, chegando naquele lugar e vendo-o, passou de largo.
Mas um samaritano que ia de viagem, chegou ao pé dele e vendo-o, moveu-se de íntima compaixão. E aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho e pondo-o sobre a sua cavalgadura.
Levou-o para uma estalagem e cuidou dele.
E partindo ao outro dia tirou dois dinheiros e deu-os ao hospedeiro e disse-lhe:
- Cuida dele e tudo o que mais gastares eu to pagarei quando voltar.

Qual, pois, destes três, te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
E ele disse: O que usou de misericórdia. para com ele.
Disse
Disse, pois, Jesus: “Vai e faze da mesma maneira”.

Qual será a vossa experiência no caminho de Jericó? Qual será a minha?
Deixarei de notar aquele homem que caiu  nas mãos de salteadores e pede que o ajude?
E vós?
Serei eu um que vê o ferido, ouve a sua súplica e passa de largo?
E vós?
Ou serei como aquele que viu o homem caído…”



Nota: Porque o texto revela ser muito antigo, não foi possível recolher mais pormenores sobre a sua proveniência.
O papel está muito velho e amarelecido, rasgado no final.
Mas pensemos como muitas vezes a nossa solidariedade pode levar a paz e o conforto a quem precise.
Nunca negue um pedido de ajuda. Se não pode, dê uma palavra amiga. Mas a experiência me diz que mesmo não tendo como auxiliar, sempre encontro um pouco. E mais tarde, sem saber como nem porquê, sou sempre recompensada.
Bebamos o cálice da dádiva, da oferta, da partilha.
Não existe alegria comparável.