domingo, 18 de novembro de 2012

IOLANDA


5 de Novembro de 2005

A porta da sala está aberta. A pequena Iolanda precipita-se para o meu colo. Faz inúmeras perguntas, relata acontecimentos curtos e expressa desejos.
É super ativa, elétrica, plena de vivacidade.
A sua extrema mobilidade não lhe permite que engorde mas é ágil e respira saúde.
A sua beleza destaca-se pelo tom de pele de avelã, aveludado e fresco e uma cabeleira opulenta, negra, de azeviche.
Apesar da sua pouca idade, exibe uma propriedade genuína do seu carater: proteger os mais pequenos.
Sente-se livre quando toma decisões e a não contrariam. Nas situações em que não lhe dão alternativa, obedece sem replicar e até concorda, explicando os seus argumentos.
Em plataformas diferentes, adora os progenitores e a irmã, mais nova do que ela quatro anos. Mas a preferência vai para o pai, mais paciente e mais brincalhão.
Exterioriza muita satisfação quando traz da escola a classificação com “bola verde”, fato que infunde admiração perante os colegas menos aplicados e atentos do que ela.
Apesar da sua tenra idade, gosta de pintar as unhas, passar um batom pelos lábios e enfeitar-se com berloque de cor. O espelho lhe devolve uma imagem que a deixa radiante.
Os astros te protejam e defendam a tua capacidade promissora de inteligência e acuidade, tão rara nos tempos que correm, uma vez que a realidade é bem diversa daquela que agora vives, sem suspeitar das perspetivas desagradáveis que alguns, estranhos às tuas prioridades, encaram para ti.
Mas Deus é grande e quer o melhor para a tua vida, cuja essência é protegida e cultivada pelos teus familiares, que tanto te amam.
Neste dia tão especial, o meu carinhoso e prolongado abraço te rodeará e te envolverá para sempre, como capa impermeável aos males do mundo e dos perversos.
Um xi-coração, querida. Forte e quente, por todos os anos da tua travessia e dos teus caminhos futuros.