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sexta-feira, 13 de março de 2015

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Festejo hoje o 4º aniversário do meu blog.
O licor que enche o meu cálice é uma mistura de gratidão temperada com alguma melancolia que ensombra o prazer de ter partilhado momentos de vária índole.
Das pessoas que se manifestaram, guardo para sempre uma indelével recordação. Elas me incentivam a continuar e me afirmam que valeu a pena este percurso. Das outras que leram mas nada disseram, penso que no fundo dos seus espíritos, haverá uma raiz que floresce: um aplauso, uma crítica, uma palavra mordaz, um estímulo.
Se não veio para fora, foi pena. Aprende-se muito com o debate, a troca de impressões, as sugestões.
Obrigada a todos. Obrigada à ilustradora dos meus textos que se assina com a sigla de FS e põe ao serviço deste roteiro, a sua peculiar imaginativa e o seu precioso tempo.

                                                                                                                      

E porque é o dia dedicado a todas as Mulheres do mundo, é para esse vulto imperecível das mães, esposas e avós que eu dirijo estas palavras:

Que os vossos pais, maridos, filhos e netos vos tenham como a imagem cuja presença não pode ser dispensada.

Que as vossas acções sejam o motivo perene do vosso orgulho e da vossa realização.
Uma mulher frustrada é um buraco na sociedade.

Antigamente, a Mulher era a “fada do lar”.
Quando se emancipou, a liberdade que julgou adquirir, exigiu-lhe sacrifícios, agravados pela medíocre cooperação do sexo oposto e pelas conjunturas económicas e sociais.

Se você gosta de ser Mulher, pode crer que a sua condição é a mais bonita e heróica da Terra. Mas nunca esqueça os seus atributos se quer ser feliz.
Seja sobretudo feminina.
Não se venda para consumo.
Respeite a beleza com que nasceu mesmo que lhe pareça feia.
Não se preste ao ridículo da moda mas ao que lhe fica bem.
Use compreensão e ponderação.
Dê Amor para receber Amor.
Quanto ao Homem, um ser privilegiado da Criação que não evoluiu com o presente que Deus lhe deu – uma companheira – para toda e qualquer Mulher, ele é ”um deus, de qualquer modo, mascarado”.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher


8 de Março de 2013


UMA ROSA AZUL

É uma rosa de pétalas azuis. Tem uma dimensão superior ao tamanho das rosas de estufa. Contemplo-a, apreensiva. Releio a legenda presa à haste: “para uma grande mulher, a minha mãe!

Pergunto-me: terei sido uma “grande” mulher?
Não me permito avaliar-me. Sei apenas que podia ter sido melhor.
Uma certeza eu tenho. A Mulher é a força do homem. Ela é a fortaleza do lar. É a conselheira dos filhos, uma presença viva e intrépida.
Não se pronuncia o nome de um escritor, cientista, guerreiro, missionário, chefe, que não tenha associada, recortada ou na sombra a figura de uma mulher. Até os tiranos gozaram desse privilégio, seguindo a índole e o discurso femininos.
Lembro também o artista, nas várias áreas de expressão criativa. Ele busca a inspiração no seu sentimento pela Mulher. Ela é a sua musa e representa o elo entre o espírito e a criação.
Onde pode o homem desabafar os seus desastres senão no regaço de uma mulher? Se for mãe, não esquece que ele continua a ser o menino que foi sempre da sua vigília e proteção. Se for esposa, uma outra categoria de Amor a ilumina e lhe abre os caminhos da esperança.
Imperioso é que o homem e a mulher se completem, sigam lado a lado, não esfriem o diálogo e um coloque sempre o outro primeiro que a si mesmo. Deste modo, não estarão sós.
Neste dia memorável consagrado à Mulher, refiro que uma nação é melhor governada se tiver como líder uma Mulher. A História tem-no demonstrado. Os nossos dias continuam a demonstrá-lo nos resultados desastrosos e homicidas de certos estadistas masculinos.
Note-se: Não sou feminista embora corrobore os ideais da emancipação da mulher. Acho até o homem um ser maravilhoso, indispensável. Deixa de o ser quando se corrompe. Deixa de o ser quando se arvora em machista. Deixa de o ser quando se acomoda na “lei do menor esforço” ou vive de egoísticos expedientes.

Saúdo as mulheres de Portugal, heroínas da crise, dos tempos adversos que estão destruindo a sua família; heroínas da fome, da pobreza, da violência e da exploração.
Como “nada é para sempre”, espero ver raiar uma manhã em que o sol refulja na “cimitarra” de uma mulher exemplar que seja o baluarte e a companheira excelsa e compreensiva das necessidades do povo, inspirando quem, de direito e de justiça, deve governar este País...
para que possamos substituir os slogans de protesto por frases de triunfo, como esta:
“Ditosa Pátria que tais filhos tem”.