quarta-feira, 14 de março de 2018

A Bíblia Sagrada - Sonetos


Uma daquelas ideias empolgantes que avassalam o espírito ao ponto de tirar o sono, encher de angústia e reduzir o maravilhoso da temática à expressão mais simples da impotência.
Mas eu fui, sou sempre uma mulher de desafios. E com o incentivo de amigos que no campo espiritual, intelectual e artístico me dão a honra de me acompanharem nesta cruzada, a ideia agigantou-se e materializou-se.
Em 2003, alguém que hoje me é muito querido, tem a gentileza de me oferecer uma Bíblia, de grandes dimensões com capa mole e título dourado. Tomada de emoção, impregnada de um romantismo apaixonado, iniciei o primeiro poema, duas quadras e dois tercetos e percorri Génesis, como se de um idílio se tratasse.
Em 2016, completei o Velho Testamento, com 2.220 sonetos e publiquei o 1º volume – o Pentateuco – o conjunto dos cinco livros escritos por Moisés: Génesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronómio.
Como a obra é extensa, não poso deixar de a publicar em vários volumes e por isso, anuncio a edição do 2º para muito breve, se possível, no evento da Páscoa deste ano.
Este lançamento engloba os livros de Josué a II Reis, em número de 7.
Este trabalho não está terminado. Nesta data, continuo a escrever o Novo Testamento, que começa com S. Mateus e termina em Apocalipse.
Hoje, prossigo na árdua tarefa de continuar a condensar em sonetos este misterioso monumento literário. Apesar de estar ainda na Primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios, tenho esperança de chegar ao fim.
Para tal “iguaria”, sirvo-me sofregamente dos “ingredientes” que constituem incentivo ao meu trabalho, traduzidos pelas palavras de força e de elogio pela utilidade que ela representa: uma maneira mais fácil e cómoda de compreender a Bíblia e cativar os agnósticos, pelo menos, aqueles que gostam de poesia.
Serve este texto o meu propósito de publicamente a figuras de prestígio no domínio social e das Letras, a sua companhia espiritual e verbal, evidenciadas desde a primeira hora.
São elas:
Torcato Lopes – presbítero, orador, regente coral
Fernando Martinez – escritor
João Tomás Parreira – escritor e poeta
Samuel R. Pinheiro – escritor
Francisco Lezcano – pintor de arte e escritor

Entre outros, amigos e familiares.
Relembro a memória do escritor e professor José Hermano Saraiva, cujas palavras de estímulo retenho de uma carta que me enviou, pouco tempo antes de falecer.
A todos os que estão comigo nesta onda de fraternidade e cumplicidade, desejo uma santa Páscoa em compreensão, (perceber e aceitar o exemplo daquele que nos deixou uma lição magistral de Amor) e em extensão, (de forma a prolongar-se no tempo e no coração da humanidade).