quarta-feira, 12 de abril de 2017

PACIS ERIT VOBISCUM


O mundo é muito velho. O planeta suporta uma infinidade de anos. Tem passado por batalhas, contendas, guerras. Tem sido atrofiado por demolições, saques, rapinas. Povos contra povos, sucumbe pelas mais ardilosas estratégias. Nações contra nações, a perda e a destruição adultera territórios, faz vítimas, derrama sangue.
O mundo está muito velho mas aguenta. Vai aguentando.
Por verem que resiste, embora aqui e ali, apresente feridas incuráveis, a violência persiste em manifestar-se nas suas formas mais requintadas, não olhando quem sofre.
Há milénios, nasceu um Homem destinado a salvaguardar a integridade estrutural da Terra, Veio ensinar aos homens a força e a beleza da harmonia, através do Amor entre as gentes e a sua relação com a natureza.
Jesus Cristo é uma figura ímpar, universal e intemporal. Deixou a mensagem da fraternidade, a afirmação de que todos somos iguais e todos seguimos o mesmo caminho.
O horror de toda esta questão transfere-se para a tortura a que tantos mártires estão sujeitos, aqueles que se filiam no bem e incomodam interesses alheios.
“A Paz seja convosco.”- disse Ele.
Ensinou. Pregou. Nomeou seguidores. Em vão.
O mundo está cada vez mais decrépito. Doente nas sociedades; doente nos sistemas; doente nas famílias.
De vez em quando, as catástrofes amputam um pedaço do velho orbe.
Celebrando a Páscoa, invocamos a paz.
Mas ela só proliferará em consciências que repudiem os males sociais.
Saudemos a memória de Cristo, semeando a sua Paz como planta de colheita eterna.