quinta-feira, 8 de março de 2012

PORQUE CRIEI O MEU BLOG


À memória de meus pais
Alzira e Manuel

e

Em homenagem a meus filhos
Eurídice, Florbela, Alexandra, Cláudio  e  Yolanda


PORQUE CRIEI O MEU BLOG

Iniciei-me na escrita aos 12 anos, estimulada pelo meu professor de Português que dava a disciplina ao tempo designada por Língua, História e Pátria.
As minhas redações eram sempre lidas em voz alta e era muito divertido quando me pediam para escolher o título da composição para a próxima aula.
Foi depois de "Alarme na Capoeira" e "Duas Espadas Cruzadas", que o Dr. Adelino Pedrosa Veríssimo me sugeriu que experimentasse fazer poesia. Tempo depois, concorri aos Jogos Florais da Tertúlia Edípica de Peniche e me distinguiram na modalidade de poesia infantil, com o poema "A Boneca".
Foi o mergulho decisivo neste mar imenso das palavras e da música que elas trazem consigo.
Com as novelas "Deus Não Dorme" e "Paisagem Beirã", redigida em Alvarelhos, Beira Alta, descobri que escrever era a minha segunda natureza. E não mais parei.
Como escrevo por prazer e não para ser conhecida e, por outro lado, como nunca reuni recursos financeiros para custear as minhas próprias edições, ou talvez porque não acreditasse muito no valor que me atribuíam, deixei tudo ao acaso, colaborando em jornais e revistas, nacionais e estrangeiras. Algumas épocas da minha existência revelam a minha parte integrante em antologias e coletâneas literárias. Oportunamente, na medida do seu interesse e respeitando a ordem cronológica registarei algumas produções, especialmente as premiadas.
Devo a minha filha Florbela, a sugestão do blog para que se propagasse não só o que já saiu a lume como o inédito.
E aqui está a razão do blog, este florido e perfumado caramanchão onde arde e crepita a chama que desejo PARTILHAR com quem por esta estrada passar e se detiver para apreciar e comentar.
Continuarei a inspirar-me nas experiências da minha vida, rica, intensa, sempre rodeada de personagens fantásticas, plenas de originalidade.

O blog, creio eu, e foi com esse objetivo que a ideia me agradou, servirá para comunicar, travar diálogo, ouvir, auscultar opiniões.
Nessa expectativa vos saúdo com duas frases que sempre me acompanharam, pelo seu profundo significado:

A união faz a força – de fabulista grego anónimo, do séc. VI a.C.
As flores só florescem bem nos jardins daqueles que as amam – de John Ruskin


A primeira constituía a legenda de um quadro pregado na parede da sala onde estavam instaladas as quatro classes da instrução primária na escola que frequentei dos 6 aos 9 anos. A minha carteira localizava-se mesmo em frente da pintura e eu era obrigada a lê-la todos os dias.
A segunda serviu de introdução ao meu livro de poesia ao qual dei o título deste blog.
Por agora é tudo.

Amigo, se vens por bem, sê benvindo!